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Digitofagia

Um dos lançamentos mais incomuns da Radical Livros, net_cultura 1.0: Digitofagia, é obra coletiva fruto dos trabalhos provocados pela preparação de um festival de mídia tática, realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo, no ano de 2004.

Composto por 35 textos de escritores, ativistas, pesquisadores, acadêmicos e artistas preocupados com os caminhos do ativismo político-artístico nos tempos da globalização digital, Digitofagia é fruto da inesgotável energia e alegria de Ricardo Rosas (1969-2007), que primeiro pensou e organizou, ao lado de Giseli Vasconcelos, os textos selecionados para este volume.

Conheci Ricardo no Departamento de Letras Modernas da USP, quando cursávamos Alemão na FFLCH. Alguns anos depois, nossos caminhos cruzaram-se novamente: ele, mantinha o fantástico site rizoma.net (now defunct…) e eu, começava a publicar os primeiros títulos da Radical. Foi natural que juntássemos esforços para produzir um livro.

Além disso, contamos, por conta dos “corres” constantes do Ricardo, com o auxílio financeiro da Sarai Waag Exchange Platform, um projeto da Waag Society, com sede em Amsterdã, na Holanda e do Laboratório Sarai/CSDS, localizado em Nova Déli, na Índia, centros de pesquisa voltados para as novas mídias com atuação em diversos países e patrocinados, em boa parte, pelo governo holandês.

Pelo sumário do livro é possível ter uma ideia da diversidade de posturas e pontos de vista encontrados no livro:

  • Mídia Tática, a segunda década (Geert Lovink)
  • Manifesto antropofágico (DJ Rabbi)
  • O veneno da lata (Marcus Bastos)
  • Falso, pirata e apropriado: mercado e novos meios (Giselle Beiguelman)
  • Assino, logo existo (Cicero Inácio da Silva)
  • Operação pirata (Hernani Dimantas)
  • Não é possível sociedade de controle e Deleuze (Andre Luis La Salvia)
  • CintilÂnsias: visuais pelos VJs (Júlio Pinto e Patrícia Moran)
  • Work in progress: performance-vjing-wireless (Milena Szafir)
  • O cinema como prestação de serviço (Cine Falcatrua)
  • Condição impermanente do significado de produzir vídeo (Érika Fraenkel)
  • Diáspora rítmica – técnica como ferramenta de mundialização (Antropobass)
  • A rede in(di)visível do funk (Bruno Natal)
  • Espaço(nave) – manifestação coletiva do aparelhamento midiático (Giseli Vasconcelos)
  • O analógico e o digital: tecnoestética, micropolítica e fetichismo na múscia eletrônica (Pedro Ferreira)
  • A era do ruído sem ruído (Sérgio R. Basbaum)
  • Manifesto pela reciclagem de ruínas (Grupo Esquadrão Sarcástico)
  • Interfaces com a realidade (Lucas Bambozzi)
  • Só o aforismo, a paródia e o paradoxo nos unem (Sílvio Mieli)
  • Coletivos: ações de ontem e hoje (Daniela Labra)
  • Cumplicidades hematofágicas – Coreografias vermelho-sangue (Fabiana Borges)
  • Entre o anti-espetáculo e o arrastão semiótico (Ricardo Rosas)
  • digitofagia ou digitoemia? (Márcio F. Araújo Jr.)
  • Grupo Urucum: Res-latim, continuando… (Arthur Leandro)
  • Corpo fechado (Alexandre Pereira)
  • Rés-do-chão como satélite (Edson Barrus)
  • Cultura em rede; Alguns pontos para reflexão (Cláudio Manoel Duarte)
  • Exclusão digital: problemas conceituais, evidências empíricas e políticas públicas (Bernardo Sorj e Luís Eduardo Guedes)
  • O impacto da sociedade civil (des)organizada: cultura digital, os articuladores e software livre no projeto dos Pontos de Cultura do MinC (Felipe Fonseca, Alexandre Freire e Ariel Foina)
  • O ciberfeminismo nunca chegou à América Latina (Tatiana Wells)
  • Cultura digital dos marginalizados: apropriação tecnológica coloca o crime organizado em rede (Adriana Veloso)
  • CMI: entre a política e o movimento (Pablo Ortellado)
  • Net art e mídia ativismo (Priscila Arantes)
  • My_Apologize (Brunno Galvão)
  • Zona de reisco: poéticas de intervenção digital (Christine Mello)

Título: net_cultura 1.0: Digitofagia
Organizadores: Ricardo Rosas & Giseli Vasconcelos
ISBN: 978-85-98600-04-8
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 348 p.
Preço: R$ 31,00 (+ R$ 8,00 de despesas de envio)