LANÇAMENTOS
A DEMOCRACIA CONTRA ELA MESMA
A democracia reina sem reservas, absoluta. Dominou seus velhos inimigos, do lado da reação e do lado da revolução. Pode ser, no entanto, que ela tenha encontrado seu adversário mais perigoso: ela mesma.
Este livro reúne textos escritos ao longo de vinte anos que examinam sob diferentes faces essa prodigiosa mudança. Vimos a democracia não apenas triunfar e avançar de maneira decisiva, mas voltar as suas origens ao pôr novamente em foco os direitos do homem e se remodelar com base naquela escola. Exceto que, por um retorno ainda mais inesperado, essa retomada dos primeiros princípios conduziu, na verdade, a solapar suas próprias bases. Ela se desfaz ao progredir.
É essa dificuldade que Marcel Gauchet explora, da política à psicologia, passando pela educação. “Nada fracassa como o sucesso”, observou Chesterton. A democracia sobreviverá a seu triunfo?
Este livro reúne textos escritos ao longo de vinte anos que examinam sob diferentes faces essa prodigiosa mudança. Vimos a democracia não apenas triunfar e avançar de maneira decisiva, mas voltar as suas origens ao pôr novamente em foco os direitos do homem e se remodelar com base naquela escola. Exceto que, por um retorno ainda mais inesperado, essa retomada dos primeiros princípios conduziu, na verdade, a solapar suas próprias bases. Ela se desfaz ao progredir.
É essa dificuldade que Marcel Gauchet explora, da política à psicologia, passando pela educação. “Nada fracassa como o sucesso”, observou Chesterton. A democracia sobreviverá a seu triunfo?
O COMPLEMENTO DO SUJEITO - Investigação sobre o fato de agir por si mesmo
Sem dúvida, as posições claramente separadas de ontem não existem mais. De um lado, os adversários do sujeito aceitam dar lugar, em filosofia, a um sujeito sob a condição de que ele se assemelhe um pouco mais àquilo que revela uma experiência humana: sob a condição de que esse sujeito que eu supostamente sou seja dividido, fragmentado, muitas vezes opaco a si mesmo e, às vezes, impotente, como eu mesmo sou. Por outro lado, os partidários do sujeito afirmam que não saberíamos como considerar a ideia de sujeito ilusória, mas concedem que este só existiu de modo dividido, fragmentado, opaco e impotente. Em suma, todos parecem dispostos a dizer que o sujeito foi concebido, injustamente, como dotado de dois atributos aos quais não tinha direito: a transparência e a soberania. Tudo se passa como se um compromisso eclético nos tivesse sido sugerido. Conservemos nossa ideia de sujeito, mas depois de ter despojado esse sujeito dos atributos com os quais foi revestido nos grandes sistemas clássicos. Abandonemos o sujeito “metafísico” e o substituamos por um sujeito “pós-metafísico”.
No entanto, essa solução não pode realmente agradar. Ela não nos esclarece as razões que tornam o sujeito necessário se adotamos o ponto de vista dos partidários, fictício se adotamos aquele dos seus adversários. Tratar-se-ia, portanto, de uma ficção necessária? Necessária para quem?
O sentimento dessa incerteza é o motivo da investigação que começa aqui.
No entanto, essa solução não pode realmente agradar. Ela não nos esclarece as razões que tornam o sujeito necessário se adotamos o ponto de vista dos partidários, fictício se adotamos aquele dos seus adversários. Tratar-se-ia, portanto, de uma ficção necessária? Necessária para quem?
O sentimento dessa incerteza é o motivo da investigação que começa aqui.


