O mundo segundo a Monsanto

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Contrabando de sementes. Manipulação de dados científicos. Suicídio por ingestão de herbicidas. Propostas de suborno a entidades sanitárias reguladoras.

Todos esses fatos chocaram o público europeu quando a jornalista francesa Marie-Monique Robin exibiu, no início do ano, um documentário, resultado de três anos de pesquisas em diversos países, entre os quais o Brasil, em que traça a história da Monsanto, empresa norte-americana fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM).

‘O Mundo segundo a Monsanto’ foi exibido pela TV franco-alemã Arte e ganhou versão homônima em livro, que rapidamente tornou-se best-seller na França, com mais de 80 mil exemplares vendidos e direitos de tradução negociados para mais de 10 idiomas e países da Europa, Américas e Ásia.

Na obra, Marie-Monique Robin retoma a trajetória da empresa sediada em Saint Louis (Missouri, EUA), desde seu envolvimento no Projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica, passando pelo Agente Laranja, desfolhante utilizado na Guerra do Vietnã, até os dias atuais, em que apresenta seus OGM como arma no combate à fome mundial.

O Brasil é contemplado, em especial, no capítulo "Paraguai, Brasil, Argentina: a República Unida da Soja", em que a autora relata o ingresso desse cultivo nesses países, que estão hoje entre os maiores produtores do mundo, por meio de uma política de fatos consumados que obrigou as autoridades brasileiras e paraguaias a legalizar centenas de hectares plantados com grãos contrabandeados.

O livro mostra os perigos do crescimento das plantações de transgênicos, com propriedades genéticas de 90% das sementes OGM patenteadas pela Monsanto. Essa hegemonia coloca a multinacional norte-americana no centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos geneticamente modificados.
Robin relatou que tentou em vão obter respostas da Monsanto para todas essas interrogações, mas que a companhia decidiu "não avaliar" a pesquisa que deu origem ao livro e ao documentário.

Sobre a autora
Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa e independente, é autora de livros como Voleurs d’organes, enquête sur un trafic (Bayard, 1996), Escadrons de la mort, l’école française (La Découverte, Paris, 2004) e L’école du soupçon. Les dérives de la lutte contre la pédophilie (La Découverte, Paris, 2006). Além de diretora de documentários premiados internacionalmente, como "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa" , que trata da Operação Condor, para o qual entrevistou alguns dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.
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