Rock Underground: uma etnografia do rock alternativo

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Neste instigante ensaio, Pablo Ornelas Rosa nos mostra como funciona a chamada “cena alternativa” do rock no Brasil.

Tomando como estudo de caso o funcionamento de um bar dedicado a shows de rock underground em Florianópolis — local que acabaria fechado por conta da truculência policial —, o autor faz uma análise precisa do comportamento de músicos, fãs e demais personagens que interagem no microcosmo da cena musical alternativa em nosso país.

O local e a cidade específicas aqui analisadas servem como retrato, na verdade, do mesmo tipo de lógica econômica e social que atravessa a cena alternativa brasileira em qualquer grande centro urbano e até mesmo em cidades do interior do país.

Músico participante da cena e sociólogo com atuação em projetos relacionados à juventude, Pablo Rosa consegue uma percepção do movimento ao mesmo tempo rigorosa e viva, como interessado direto no tema. Com isso, o que temos é um belo livro que, sem perder o rigor conceitual, é uma leitura extremamente agradável.

Como escreve Luiz Eduardo Soares, no prefácio que apresenta esse trabalho: “Os roqueiros vão curtir, os mais velhos vão recordar, os menos sintonizados com esse mundo vão ter a oportunidade de visitá-lo e os intrigados com as asperezas dos jovens, nossos novos bárbaros, vão descobrir espelhos surpreendentes, para examinar a própria intolerância.”

Sobre o autor
Pablo Ornelas Rosa, nascido em Porto Alegre, em 1979, é bacharel e em Ciências Sociais e mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Vinculado, como pesquisador, ao NEJUC (Núcleo de Estudos da Juventude Contemporânea da UFSC, atuou, ainda, como consultor da CASA (Centro de Assessoria à Adolescência) e do CEDECA/SC (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de Santa Catarina), além de fazer parte da ABORDA (Associação Brasileira de Redutores de Danos).

Foi vice-presidente do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Florianópolis/SC) e participou da coordenação do Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Florianópolis.
Coordenou o projeto Re-Conhecimento Legal: Prevenção de DST/HIV/Aids com Adolescentes Privados de Liberdade(financiado pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina) e atua em áreas e temas relacionados à juventude, drogas, movimentos sociais e direitos humanos.

Como músico, tocou nas bandas Piñacolada, Zero-E3, Sempre, B-Driver, Voodoo Revenge, The New Outsiders e The R.I.Ps.
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