Anarquistas Expropriadores

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Anarquistas expropriadores, do historiador argentino Osvaldo Bayer é o relato de uma geração de anarquistas sul-americanos que acreditaram nos métodos da ação direta como meio eficaz de atuação política.

Seguindo a linha de editar textos anarquistas inéditos e praticamente desconhecidos no Brasil, o Coletivo Editorial Luta Libertária, em parceria com a Radical Livros, traz a público um texto que além de relatar acontecimentos históricos, contém reflexões teóricas importantes, e se caracteriza pela narrativa envolvente, tornando-o quase um “livro de ação”, prendendo o leitor nas tramas, sucessos e tragédias dos anarquistas argentinos, uruguaios e até mesmo brasileiros, como Álvaro Correia do Nascimento, que “arrecadavam fundos” para o movimento operário através de atos ilícitos e que a si mesmos intitulavam-se “expropriadores”.

Os conflitos éticos a respeito do emprego da violência, o cálculo e a frieza no planejamento das ações, os sofrimentos com a prisão, a tortura e a morte, tal é o pano de fundo de Anarquistas expropriadores.

“Eram tremendamente cruéis na defesa de suas vidas porque sabiam que o menor descuido, a menor piedade significava o fuzilamento na rua ou no paredão. Eram, certamente, uma espécie de guerrilheiros urbanos que não contavam com o respaldo de nenhuma potência estrangeira que lhes enviasse fundos e armas ou onde pudessem refugiar-se quando a situação se colocava bastante perigosa. Viviam com os segundos contados, sem tréguas. Curiosos personagens que atacavam a sociedade (“burguesa”) com bombas e tiros, mas que em seus periódicos censuravam colericamente a ditadura dos bolcheviques, defendendo um véu de ouro transparente e imanente: a liberdade.”

Sobre o autor
Osvaldo Bayer nasceu em 1927, em Santa Fé, Argentina. Estudou história na Universidade de Hamburgo, Alemanha, de 1952 a 1956. De volta à Argentina, dedicou-se ao jornalismo, à investigação histórica e ao cinema.

Trabalhou nos diários Notícias GráficasEsquelClarín, do qual foi secretário de redação, e em diversas revistas. Foi secretário-geral do sindicato dos jornalistas de 1959 a 1962. Pelo livro La Patagonia rebelde e o filme de mesmo nome foi perseguido e teve de abandonar o país em 1975. Viveu no exílio, em Berlim, até seu regresso a Buenos Aires, em 1983, quando passou a colaborar com o jornal Página/12.

Publicou os seguintes livros: Severino Di Giovanni, el idealista de la violencia(1979); La Patagonia rebelde - los vengadores de la Patagonia tragica (1972-1976, quatro volumes); Los anarquistas expropriadores (1974); Radowitzky, ¿mártir o asesino? (1974); La Rosales, una tragedia argentina (1974); Exilio (1984, em colaboração com Juan Gelman).

Dirigiu os filmes La maffia (1972); La Patagonia rebelde (1974); Todo es ausencia (1983); Cuarentena; exilio y regreso (1984); Juan, como si nada hubiera pasado (1986); La amiga (1989); Amor América (1989); Elizabeth (1990); El vindicador (1991) e Panteón Militar (1992); os seis últimos em co-produção alemã.

Bayer morreu em 2018.
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