Cuba sem bloqueio - Radical Livros

Cuba sem bloqueio

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Qualquer fato contrário à revolução cubana merece destaque na imprensa brasileira, como o caso de um ato do grupo dissidente Damas de Branco, que reuniu dez pessoas em Havana e foi chamada de capa de O Estado de S. Paulo. Qual outra manifestação desse tamanho mereceria tal tratamento? Contrariamente, qualquer notícia favorável à revolução é ignorada, como quando a revista Veja entrevistou o pedagogo e economista Martin Carnoy, que estava no Brasil para lançar o livro “A vantagem acadêmica de Cuba: por que seus alunos vão melhor na escola”, e conseguiu não falar no ensino cubano. Exemplos como esses se multiplicam.

Para furar esse “bloqueio informativo”, os autores pesquisaram tanto em fontes cubanas como estrangeiras. Nos 12 capítulos compostos com base no material assim reunido, Hideyo Saito e Antonio Gabriel Haddad dão vida a um processo de construção social que procura enfrentar seus problemas, encarados como consequência de erros e de dificuldades políticas e econômicas de toda ordem, mas também de agressões e de obstáculos criados pelas potências dominantes.

Definitivamente, Cuba Sem Bloqueio não fala sobre um paraíso terrestre. Mas levanta alto e bom som a questão: “Quantos países capitalistas exibem uma sociedade razoavelmente harmônica, sem concentração de riqueza, sem miséria, sem fome, sem analfabetismo, sem violência social e sem crianças abandonadas”, como a de Cuba?

Uma possível resposta está em sua introdução, quando cita Noam Chomsky: “O que é intolerável para essa mídia (‘o verdadeiro crime de Cuba’) são os êxitos cubanos, que podem servir de exemplo para povos de países subdesenvolvidos”.

Sobre os autores:

Antonio Gabriel Haddad é graduado em Comunicação Social pela Universidade Anhembi Morumbi. Foi redator de veículos de imprensa sindical e atualmente milita em organizações de solidariedade à Revolução Cubana.

Hideyo Saito é jornalista formado pela ECA (USP). Escreveu para publicações como Isto É, Movimento, Repórter e outros órgãos da imprensa nanica. Foi editor de diversas revistas de caráter técnico. Escreveu para a Rádio Havana Cuba de 1986 a 1988. Aposentou-se como funcionários público, tendo se especializado em Administração Pública pela Facultad Latioamericana de Ciencias Sociales, de Buenos Aires, Argentina.
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